o meu pai foi minha riqueza dele recibi carinho carinhomas com pureza que encontrei pelo caminho caminhoque percorri sempre envolvido em amor do amor emque nasci e lhedougrande valor ao viver a minha vida fui taofeliz e tao querida junto de ti o meu pai os teus beijos sinto ainda o teu amor que nao finda do meu coraçao nao sai
Sempre me questionei
O que era a poesia
E porque esse dom não herdei
Ideias abundam
Palavras brotam por entre pensamentos
Mas o receio de mostrar
Impede-me de desenvolver talentos
Questiono-os muitas vezes
Não sei se por vergonha ou timidez
Não gosto de mostrar minhas palavras
Escondo-as, por sua vez
Por poucas palavras
E ideias sem objecções
Posso mostrar minha alma
Atingindo corações
Gosto de escrever
Mas poesia nunca foi o meu forte
Agora escrevo o que me vai na alma
E assim tento a minha sorte…
Fui tentando
Nunca desisti
Dedico-te estas palavras
Porque contigo, já muito aprendi!
Aqui ficam umas palavras com um toque um pouco mais pessoal, porque a poesia é isso mesmo, com poucas palavras, que aos olhos dos outros nem sempre fazem sentido, podemos vir a mover montanhas através da sua força, que têm desde que as passamos para o papel, e é com essa mesma força que devem chegar ao senso de quem as lê.
E confesso que, estava com receio de enviar estas linhas que escrevi, mas inspirei-me no titulo,da vossa amizade e ganhei coragem. Como nasce um poema?
Não sei!
Sei que a flor, qualquer que seja
nasce de semente
mas, como acontece.
Não sei!
Que caos desarma aquela estrutura
insignificante ao olhar,
estranha, feia, escura
e, dela faz surgir beleza viva e pura?
Não sei!
Como nasce um poema?
Não sei!
Que caótica convulsão se aglutina
nessa emoção semente
nesse grito de amor e de lamento
nesse canto de hossana, raiva
e deslumbramento
que faz o poeta
ter a semente na alma
e nunca alcançar a meta!
Isso sei!então POR isso vos desejo um bom domingo.
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Contraste E naquela madrugada fria
Gritei teu nome ao vento
O vento estava forte
Era um vento vindo do norte.
Tanto chamei por ti
Que acabaste por chegar
A madrugada virou manhã
E tu vieste para me amar.
O teu corpo estava frio
E no meu corpo quente o juntaste
O choque foi tão grande
Que gemidos de mim arrancaste.
Teus beijos quentes e molhados
Tua força brutal no sexo
Era um contraste que me excitava
Molhando assim meu sexo.
O vento acabou por acalmar
E na minha cama deixou
Teu corpo quente e brutal
Que num vendaval se transformou.
Nesta manhã de contrastes
Já não chamava o teu nome
Já não precisava do vento
Somente do teu amor.
Carla Granja
Capa do meu livro MEU VIDEO